Publicado em: 31 de Março de 2025
Na tarde de 19 de março de 2025, o site da Força Aérea Brasileira (FAB) ficou fora do ar após um ataque cibernético de negação de serviço (DDoS) reivindicado pelo hacker “Azael”. A mesma pessoa também afirma ser a responsável pelas instabilidades nos sistemas da Universidade de São Paulo (USP), do Aeroporto de Guarulhos (SP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocorridas nos últimos dias.
De acordo com nota da FAB, assim que o ataque foi percebido, o sistema de proteção desconectou automaticamente o acesso à internet, interrompendo possíveis danos maiores. A assessoria do Aeroporto de Guarulhos confirmou a mesma modalidade de ataque no último dia 15, mas ressaltou que não houve impacto nas operações aéreas — apenas instabilidade e queda do site por algumas horas.
A USP, por sua vez, negou que tenha sido alvo de um ataque hacker no dia 11 de março, apesar de a Superintendência de Tecnologia da Informação ter levado dias para restabelecer os serviços. O hacker “Azael” também reivindicou um ataque aos sistemas da UFRJ em 17 de março, que já se encontram em funcionamento normal.
Segundo a Veja, apenas neste mês, o mesmo invasor teria visado, ainda, os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da Petrobras. Já o portal de cibersegurança CISO Advisor revelou uma tentativa de ataque às redes do Supremo Tribunal Federal (STF), que não teve sucesso. Consultada sobre uma possível investigação, a Polícia Federal afirmou que “não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento”.
Esses incidentes recentes evidenciam os riscos de se depender exclusivamente de sistemas centralizados, que podem ser derrubados quando sobrecarregados por grandes quantidades de tráfego malicioso ou quando sofrem invasões direcionadas. Diferentemente dessas estruturas, a tecnologia blockchain — que opera de maneira distribuída — reduz as chances de queda por sobrecarga e dificulta ataques que visem manipular ou derrubar o sistema.
No blockchain, cada nó de uma rede opera como uma parte independente da cadeia de blocos, tornando a tarefa de desestabilizar todo o conjunto muito mais complexa. Isso não significa que o blockchain seja infalível, mas, em comparação com sistemas centralizados, apresenta maior resiliência contra ataques de negação de serviço, invasões e fraudes. No mundo da segurança cibernética, soluções baseadas em blockchain têm conquistado cada vez mais destaque por sua robustez e confiabilidade.
A recente onda de invasões associadas ao hacker “Azael” é um lembrete de como a infraestrutura tecnológica tradicional pode estar vulnerável a ataques bem organizados — especialmente quando não há medidas eficazes de segurança, monitoramento e resposta rápida. Para organizações que buscam reduzir riscos, a adoção de tecnologias descentralizadas, como o blockchain, pode ser uma medida preventiva importante.
Fonte: Matéria adaptada do Olhar Digital (19/03/2025).
Referências adicionais: Revista Veja e portal CISO Advisor.